Ridley Scott
11 Maio, 2009 | Categorias: Realizadores | 2 Comentários


Egresso da propaganda e da televisão, o cineasta inglês ganhou fama entre os críticos como um estilista visual sem dotes para a dramaturgia. Lançou-se na realização com ”Os Duelistas” (1977), um filme pequeno que chamou a atenção exactamente pela sua exuberância visual. Esse trabalho abriu as portas de Hollywood para o realizador, que emplacou um sucesso sem limites com a ficção científica ”Alien - O Oitavo Passageiro”’ (1979). Manteve-se no mesmo género, assinando a seguir ”Blade Runner” (1982), transformado em cult absoluto dos anos 80. Scott reclamou durante anos dos produtores, que teriam feito mudanças no corte final, alterando o conceito estabelecido para o filme. Em 1993, o cineasta teve a oportunidade de lançar comercialmente a sua própria versão, com o conceito original, mas obteve críticas nada redentoras.
A partir de ”A Lenda” (1985), uma fábula infantil sem muito sabor e quase nenhuma fantasia, Scott amargou uma fase difícil. O suspense ”Na Vigilia da Noite” (1987) não teve o impacto esperado. Nem o elaborado ”Chuva Negra” (1989), policial interpretado por Michael Douglas e Andy Garcia ambientado no Japão. A crítica e o público voltaram a adulá-lo depois de ”Thelma & Louise” (1991), manifesto feminista vestido de road movie interpretado por Susan Sarandon e Geena Davis. O filme valeu-lhe a primeira nomeação aos Óscares, na categoria de melhor realizador.
Novamente, outro período de ostracismo em que os projectos grandiosos se revezaram e os grandes fracassos também. Primeiro, foi ”1492 - Cristóvão Colombo” (1992), com Gerard Depardieu, sobre a descoberta da América por Cristóvão Colombo. Depois uma sequencia de fracassos: ”G.I. Jane - Até o Limite” (1997) e ”Tormenta” (1996).
A redenção veio com o discutível ”Gladiador” (2000), com Russell Crowe no papel de um general romano que cai em desgraça e passa a ser perseguido. Scott foi novamente nomeado aos Óscares de Melhor Realizador em 2001 pelo filme, mas perdeu para Steven Sorderbergh, que estava nomeado na mesma categoria por dois filmes, ”Traffic” e ”Erin Brockovich”.
Scott estreou o terceiro milénio com ”Hannibal” (2001), sequência de ”O Silêncio dos Inocentes” (1997), realizado por Jonathan Demme. O filme dividiu a crítica, mas teve grande sucesso no público, facturando mais de 160 milhões de dólares nas bilheteiras dos EUA.
Depois Scott realizou e produziu ”Cercados”, elogiado filme de guerra que centra-se num acontecimento pouco explorado no cinema, sobre ataque norte-americano à Somália. O filme recebeu quatro nomeações aos Óscares, sendo uma para Scott. Aproveitando a boa fase Scott realiza em 2007 “Gangster Americano” interpretado por Denzel Washington e também por Russel Crowe, filme que recebeu duas nomeações aos Óscares e, que rendeu mais de 100 milhões de dólares.
Filmografia de Ridley Scott
11 Maio, 2009 | Categorias: Filmografias | Comentar

Os Duelistas/The Duellists
Inglaterra/1977/Guerra/100′
Realizador: Ridley Scott
Elenco: Keith Carradine, Harvey Keitel, Albert Finney
Sinopse: Nas vésperas das guerras napoleónicas, dois soldados franceses desentendem-se e iniciam um duelo. Impedidos de continuá-lo, eles tentam fazê-lo cada vez que os seus caminhos se cruzarem durante os próximos quinze anos.
Prémios: Ganhou um prémio na categoria de Melhor Realizador de Estreia, Ridley Scott, além de ter sido nomeado à Palma de Ouro, Ridley Scott, no Festival de Cannes.
Bandas Sonoras # 6
10 Maio, 2009 | Categorias: Bandas Sonoras | Comentar
O reinado de Marcus Aurelius, foi o ponto de partida para Ridley Scott, realizar o Gladiador, para Hans Zimmer e Lisa Gerrard fazerem esta bela banda sonora.
Hugh Jackman
5 Maio, 2009 | Categorias: Biografias | 11 Comentários


Eleito uma das 50 pessoas mais bonitas do mundo em 2000, 2001 e 2002. Em menos de uma década de carreira, o australiano Hugh Jackman já provou que está com tudo. E, se tais títulos concedidos pela revista People dão a entender erroneamente que ele é apenas mais um galã em Hollywood, ao menos deixam claro o início da sua ascensão: Em 2000 foi ano de lançamento de ”X-Men”. Dali em diante, o mundo era de Wolverine.
Jackman, contudo, é mais do que um corpanzil másculo, um rosto sedutor e um par de garras afiadas. Mesmo antes de migrar para a indústria cinematográfica, ele já havia provado o seu valor nos palcos da sua terra-natal. Foi premiado inúmeras vezes pelas suas participações em musicais e ainda gosta de surpreender os seus detratores entoando magnificamente canções dos seus trabalhos anteriores.
Filho mais novo dos cinco filhos de um casal de ingleses radicado na Austrália, Jackman precisou aprender desde pequeno chamar a atenção. Mas, ao contrário do que sua espontaneidade e simpatia davam a entender, ele não seguiu directo para a carreira artística. Formou-se, primeiro, em jornalismo, na Universidade de Tecnologia de Sydney. Só depois interessou-se profissionalmente pelos palcos, obtendo um segundo diploma pela Academia de Artes Performáticas da Austrália Ocidental. Isso explica porque Jackman despontou apenas quase aos 40 anos.
O sucesso, porém, veio a depressa. Mal saiu da faculdade, em 1995, e já conseguiu um papel num popular seriado da TV australiana, ”Corelli”. Ali, conheceu a sua esposa, a actriz Débora Lee Furness, com quem se casou no ano seguinte e permanece junto desde então. Até 1998, Jackman alternou o seu trabalho na série com papéis no teatro, especialmente em musicais. Na adaptação local de ”A Bela e a Monstro”, abocanhou a melhor personagem, o do vilão Gaston. Também fez ”Sunset Boulevard”; mas a peça que lhe garantiu reconhecimento foi o clássico ”Oklahoma!”, no qual interpretou o protagonista Curly McLain. Pela actuação, foi nomeado ao renomado prémio Olivier.
Os prémios seguiram-se na sua estréia no terreno cinematográfico. Em 1999, interpretou os seus dois primeiros filmes, ainda em solo australiano: a comédia ”Paperback Hero”, na qual era um maquimista machão, mas que ganhava dinheiro com romances femininos baratos; e o drama familiar ”Erskineville Kings”, no qual vivia o irmão de um filho pródigo, que voltava para casa depois do seu pai ter morrido. Por este último, recebeu o troféu de melhor actor do Círculo de Críticos de Filme da Austrália, bem como uma nomeação do Instituto Fílmico da Austrália.
A sua atuação neste filme chamou a atenção dos olheiros que procuravam novos (e, mais importante, baratos) talentos para o vasto elenco de ”X-Men”. A adaptação da mais bem-sucedida história de banda desenhada de todos os tempos surgia no fim da década de 1990 como uma espécie de ”zebra” entre os possíveis blockbusters - totalmente desacreditada e com um orçamento quase proibitivo. A seu favor, porém, a fita contava com o entusiasmo do talentoso enfant terrible Bryan Singer. Ao fim, ele conseguiu trazer ao de cima uma obra que sintetizava anos da cronologia dos quadrinhos, precisamente na exacta linha em que podia atrair novos fãs e respeitar os seguidores mais antigos dos mutantes.
Jackman fez o teste para interpretar o mais popular dos membros dos X-Men: o Wolverine, mutante com garras afiadíssimas retráteis e dotado de um incrível factor de cura. Até foi aprovado, mas a direcção de elenco queria Dougray Scott, na altura um nome mais popular entre o público, recém-saído de “Para Sempre Cinderella” e ”Impacto Profundo”. Scott, porém, ficou detido nas filmagens de ”Missão: Impossível - 2”, no qual vivia o vilão. A escolha foi parar aos pés de Jackman que a agarrou com unhas e dentes.
Subitamente, Jackman era a celebridade do momento em Hollywood. Em 2001, tirou proveito do seu charme rústico com a comédia romântica ”Alguém Como Tu”. Ashley Judd (”Crimes em Primeiro Grau”) vivia uma jornalista que levantava uma tese biológica acerca da infidelidade masculina, mas que pagava a própria língua ao se apaixonar por um mulherengo colega de escritório e companheiro de apartamento, vivido por Jackman. No mesmo tom, o actor fez par com Meg Ryan em ”Kate & Leopold”, interpretando um lorde do século XVIII preso na nossa época, que encantava a loirinha com o seu cavalheirismo.
Ainda investindo em fitas de acção, em 2001 Jackman fez também ”Operação Swordfish”, a sua segunda parceria com a bela Halle Berry (que fez Tempestade em ”X-Men”). Ele interpretava um hacker que auxiliava John Travolta num audacioso assalto a um banco.
Em 2002, ele actuou no primeiro filme realizado pela sua esposa, ”Standing Room Only”. Compensou o projecto independente com o blockbuster ”X-Men 2”, continuação do seu primeiro sucesso. E, como dinheiro era pouco, Jackman também assegurou o papel principal noutro blockbuster: o terror ”Van Helsing”, no qual, no papel-principal, enfrenta de uma vez só o Conde Drácula, o Frankenstein e o Lobisomem.
Em 2002, Jackman mostrou que já fazia parte do selecto clube de superestrelas ao ser convocado para apresentar uma das categorias dos Óscares. Aproveitou a ocasião, porém, para mostrar que o sucesso não havia lhe subido à cabeça: ”Eu dormi por cerca de uma hora na cerimónia e teria curtido se ouve-se um sushi para enganar o estômago. Naquele mesmo momento, lá de onde eu venho eu sabia que estavam a haver várias festas regadas a álcool e pessoas fazendo apostas nos vencedores, e na verdade é isso que eu gosto. Então ter que vestir um smoking e ir lá para Los Angeles falar alguns poucos segundos foi meio que bizarro”. Mais wolverinesco, impossível.
Nas horas vagas, Jackman diverte-se jogando golfe e praticando windsurfe. Música também é uma paixão, e ele toca guitarra e piano. O actor também mostra-se um pai dedicado e gosta de passar tempo a brincar com o filho Oscar Maximillian Jackman, adoptado em Maio de 2000.
Filmografia de Hugh Jackman
5 Maio, 2009 | Categorias: Filmografias | 1 Comentário

X -Men
EUA/2000/Acção/104′
Realizador: Bryan Singer
Elenco: Hugh Jackman, Halle Berry, Patrick Stewart, Ian McKellen, Famke Janssen, James Marsden, Anna Paquin
Sinopse: Sob a orientação do professor Charles Xavier, seres humanos que sofreram mutações genéticas aprendem a direccionar os seus poderes especiais para o bem da humanidade, tendo de lidar com o traiçoeiro Magneto, que prepara um plano sinistro, por acreditar que humanos e mutantes não devam coexistir.
Peter Ustinov
4 Maio, 2009 | Categorias: Biografias | Comentar


Peter Ustinov (1921-2004)- Petrus Alexander von Ustinov - nasceu em Londres a 16 de Abril de 1921. Filho de um jornalista de origem russa e de uma pintora descendente de franceses, a sua primeira exibição, aos dois anos de idade, foi uma imitação do então Primeiro ministro Lloyd George. Abandonou a escola, mais interessado em escrever peças de teatro, e foi estudar artes dramáticas no London Theater Studio antes de estrear como actor, aos 17 anos, fazendo o papel de um velho
Na sua estreia no palco em Londres, Peter Ustinov fez o público e os críticos rirem até às lágrimas. Comediante nato, adorava contar piadas nas festas que frequentava. Mas Ustinov provou ser um dramaturgo de valor. Além de actuar em mais de 70 filmes, publicou mais de 20 livros. Sua autobiografia “Dear Me”(1977), vendeu um milhão de exemplares.
Em pouco tempo passou a ser reconhecido como um dos actores mais versáteis do teatro e do cinema britânico e americano. Seu papel como Nero, em “Quo Vadis” (1951), lhe valeu uma primeira indicação ao Oscar. Recebeu duas estatuetas de melhor actor coadjuvante em “Spartacus” de Stanley Kubrick (1960) e em “Topkapi” (1964). Entre os filmes com os quais se destacou estão “Lola Montés” (1955) e “We’re No Angels” (1955). Ustinov também marcou sua carreira ao interpretar no cinema e na televisão o detective belga Hércules Poirot, criado pela escritora Agatha Christie.
Suas peças de teatro, entre elas “Romanoff and Juliet” (de 1955, filmada em 1961), foram encenadas em Londres e Nova York, e sua assinatura como director de cinema está em filmes como “Billy Budd” (1962) e “Lady L” (1965), com Sophia Loren e Paul Newman. Ustinov escreveu quase todos os filmes que dirigiu e, em 1969, foi candidato a um Oscar de melhor roteiro por “Hot Millions”. Além de romances como “Krumnagel” (1971) e “Monsieur René” (1999), Ustinov escreveu um ensaio histórico, “My Russia” (1983).
O actor e dramaturgo foi ainda embaixador da UNICEF por mais de30 anos. Em 1990, a rainha Elisabeth II concedeu a Peter Ustinov o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico. Em 1993, ele recebeu a medalha do UNICEF pelos seus serviços humanitários.Morreu na Suíça, aos 82 anos.
Filmografia de Peter Ustinov
4 Maio, 2009 | Categorias: Filmografias | Comentar

E Um dos Nossos Aviões Não Regressou/One of Our Aircraft Is Missing
Inglaterra/1942/Guerra/102′
Realizadores: Michael Powell e Emeric Pressburger
Elenco: Peter Ustinov, Godfrey Tearle, Eric Portman, Hugh Williams, Bernard Miles
Sinopse: Um bombardeio da Força Aérea Inglesa, em missão nocturna, é abatido em território holandês ocupado pelos nazis. A tripulação sobrevive, mas enfrenta uma perigosa jornada para voltar a Inglaterra sã e salva.
Prémios: Recebeu duas nomeações aos Óscares nas categorias de Melhor Argumento Original, Michael Powell e Emeric Pressburger e Melhores Efeitos Especiais, Ronald Neame e C.C. Stevens.


