Diane Keaton

3 Setembro, 2007 | Categorias: Biografias

A mais importante mulher da agitada vida sentimental de Woody Allen esteve ao seu lado da melhor maneira na película que o consagrou: Annie Hall (1977). Uma obra bem personalizada – Hall é o apelido de baptismo da actriz -, assente na relação amorosa entre dois, que propiciou a Diane Keaton a conquista, aos 31 anos, do Óscar de melhor actriz.
Poucas intérpretes personificaram com tanta perfeição como ela o espírito dos ainda hoje muito incompreendidos anos 70. Keaton conseguiu fazer a ponte entre o irreverente movimento hippie, marcante na Califórnia, onde nasceu a 5 de Janeiro de 1946, e o espírito mundano de Nova Iorque, onde começou a construir, a partir dos 19 anos, a sua carreira.
Após ter estudado Teatro no Neighborhood Playhouse, fez a estreia na Broadway, no musical Hair, no qual conseguiu uma ascensão marcante no elenco.
A sua ligação a Allen começou em 1969, na peça Play It Again Sam, sátria de Casablanca (1942) que os voltaria a juntar, passados três anos, na sua versão cinematográfica (O Grande Conquistador). Keaton já era uma actriz que chamava a atenção. A presença, como mulher de Al Pacino, em O Padrinho (The Godfather, 1972) retirou-a definitivamente do anonimato.
A triologia criada por Coppola (1972, 1974 e 1990), para a qual os seus serviços foram sempre requisitados, serviu, de início, para mostrar que Keaton era muito mais do que o braço direito do neurótico e inseguro marido. Da relação ambos saíram mais habilitados para projectos futuros. Embora esporadicamente, continuaram a conviver. A amizade entre os dois resistiu ao divórcio.
Dirigida por Warren Beatty, em Reds (1981), Keaton voltou a ser candidata ao Óscar de melhor actriz.
A actriz experimentou outras actividades. Em 1987, dirigiu o documento Heaven, alcançando algum destaque nessa área quando assumiu a direcção de alguns episódios de séries televisivas de sucesso, como Twin Peaks. A fotografia é outra das suas paixões: já publicou dois livros com as suas melhores imagens.
No cinema, as suas opções mais recentes recaíram sobre comédias bem mais ligeiras do que as obras intimistas que marcaram a sua década de ouro.
Keaton entrou na casa dos 50 mais descomplexada do que nunca, mas sempre preparada para dar o sim quando Woody Allen lhe coloca um guião mais elaborado sobre a mesa. Há quem assegure que, ainda hoje, é muito mais do que a melhor amigo do ex-marido. Diz-se que é mesmo mais importante do que o seu psicanalista, o tal a quem, segundo Mia Farrow (outra ex-esposa de Allen e, agora, a sua inimiga número um), ele recorre quando necessita de comprar umas simples calças.

Óscares

Actriz
Annie Hall (77)

Nomeações

Actriz
Reds (81)
As Filhas de Marvin (96)
Alguém Tem Que Ceder (03)

Outra Filmografia

Actriz
Lua-de-Mel Com Urtigas (70)
O Padrinho (72)
O Herói do Ano 2000 (73)
O Padrinho – Parte II (74)
Nem Guerra Nem Paz (75)
À Procura de Um Homem (77)
Intimidade (78)
Manhattan (79)
A Rapariga do Tambor (84)
Crimes do Coração (86)
Os Dias da Rádio (87)
O Padrinho – Parte III (90)
O Pai da Noiva (91)
O Misterioso Assassínio de Manhattan (93)
O Pai da Noiva II (96)
O Clube das Divorciadas (96)
A Outra Irmã (99)
Mistério do Sexo Oposto (01)
Tudo em Família (05)
Porque Sim (07)

Actriz e produtora
Os Meus problemas Com os Homens (90)

Realizadora
Heróis Como Nós (96)

Actriz e realizadora
Linhas Cruzadas (00)

Produtora
Elephant (03)

Outros Prémios

- Recebeu 4 nomeações ao Globo de Ouro de Melhor Actriz - Drama, por “À Procura de Um Homem” (1977), “Reds” (1981), “Shoot the Moon” (1982) e “A Rapariga do Tambor” (1984).

- Recebeu 4 nomeações ao Globo de Ouro de Melhor Actriz - Comédia/Musical, por “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977), “Presente de Grego” (1987), “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (1993) e “Alguém Tem Que Ceder” (2003). Venceu em 1977 e 2003.

- Recebeu 3 nomeações ao BAFTA de Melhor Actriz, por “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (1977), “Manhattan” (1979) e “Reds” (1981). Venceu por “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”.

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