Humphery Bogart

5 Setembro, 2007 | Categorias: Biografias

O chapéu, a gabardina, o cigarro no canto da boca e o ar de poucos amigos fizeram de Humphrey Bogart o herói duro e cínico do cinema americano.
Bogart foi muitas vezes gangster, mau como as cobras. Talvez por isso, o anti-herói dos anos 40 não despertava grandes paixões. E foi preciso esperar duas décadas, até à morte do actor, para ver nascer a lenda, um dos pósteres favoritos da geração de 60.
Em 1944, durante as filmagens de Ter ou Não Ter (To Have and Note Have), de Howard Hawks, apaixonou-se por Lauren Bacall, a sua quarta e última mulher, com quem formou um par que se converteria num mito do cinema. E estavam bem um para o outro: ao herói juntava-se uma actriz tão dura e cínica como ele.
Para trás, já deixara as hesitações quanto ao seu valor. E foi o acaso que o revelou, quando foi chamado a substituir George Raft em O Último Refúgio (High Sierra, 1941), por este se ter recusado a interpretar o papel de um gangster em final de carreira que, ainda por cima, morria no fim do filme. Bogart foi entregue a Raoul Walsh e o resultado foi um grande êxito.
Nesse mesmo ano, Raft voltou a fazer birra e a recusar um papel, em Relíquia Macabra (The Maltese Falcon). Bogart foi de novo a segunda escolha para outro grande filme, dirigido por John Huston.
O ano seguinte foi o reconhecimento definitivo do actor, no memorável Casablanca de Michael Curtiz. E, mais uma vez, fora chamado depois de a Warner ter pensado em Raft. Ao lado de Ingrid Bergman, arrancou um dos seus mais brilhantes desempenhos.
Daí em diante, não parou. Fundou a própria produtora (Santana Pictures) e voltou a dar contributos importantes para grandes obras, como À Beira do Abismo (The Big Sleep, 1946) ou a já citada Ter ou Não Ter, ambas dirigidas por Howard Hawks e também interpretadas por Lauren Bacall.
1951 foi o ano da consagração absoluta. Dirigido por John Huston e contracenando com Katharine Hepburn, em Rainha Africana (The African Queen), Bogart assinou a interpretação que lhe valeu o Óscar.
Depois ainda trabalhou com Joseph Mankiewicz (A Condessa Descalça/The Barefoot Contessa, 1954), Michael Curtiz (Veneno de Cobra/We’re No Angels, 1955) e Wlliam Wyler (Horas de Desespero/Desperate Hours, 1955). A Queda de Um Corpo (The Harder They Fall, 1956) de Mark Rodson, um drama sobre os bastidores do boxe, foi um título premonitório para a carreira de Bogart, já então tolhido pela doença. Morreria poucos meses depois, em 1957, vítima de cancro no esófago e de “um milhão de whiskies”, como um dia escreveu um dos seus biógrafos.


Óscares

Actor
A Rainha Africana (51)

Nomeações

Actor
Casablanca (42)
Os Revoltados do Caine (54)

Outra Filmografia

Actor
A Devil with Women (30)
Up the River (30)
Guerra ao Crime (36)
A Floresta Petrificada (36)
As Ruas de Nova Iorque (37)
O Mais Forte (37)
A Mulher Marcada (37)
Fábrica de Ilusões (37)
O Génio do Crime (38)
Anjos de Cara Negra (38)
A Melhor Vitória (38)
Vitória Negra (39)
Homens Marcados (39)
A Lei da Força (39)
Heróis Esquecidos (39)
Orquídea Brava (40)
Vidas Nocturnas (40)
O Último Refúgio (41)
Relíquia Macabra (41)
Manobras Ocultas (42)
Comboio para Leste (43)
Sahara (43)
Brilham as Estrelas (43)
Ter ou Não Ter (44)
À Beira do Abismo (46)
Prisioneiro do Passado (47)
Maldita Mulher (47)
Paixões em Fúria (48)
O Tesouro de Sierra Madre (48)
Matar ou Não Matar (50)
Sem Consciência (51)
A Última Ameaça (52)
O Circo Infernal (53)
A Condessa Descalça (54)
O Tesouro de África (54)
Sabrinha (54)
Horas de Desespero (55)
A Mão Esquerda de Deus (55)
Veneno de Cobra (55)
A Queda de Um Corpo (56)

Outros Prémios

- Recebeu uma nomeação ao BAFTA de Melhor Actor Estrangeiro, por “A Raninha Africana” (1951).

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