James Dean

17 Agosto, 2008 | Categorias: Biografias

 

Em pouco mais de um ano de trabalho e após aparecer em somente três bons filmes, James Dean tornou-se um dos mais admirados actores de cinema da história, sendo cultuado e transformado num ícone da cultura americana.
Filho de um protético do sector odontológico, James Byron Dean nasceu a 8 de Fevereiro de 1931, em Marion, Indiana, uma cidadezinha do meio-oeste - que se tornou mania entre os fãs por Dean. Aos cinco anos de idade, mudou-se para Los Angeles com a família. Quatro anos depois, morria a mãe, e voltava para o meio-oeste, para ser criado por parentes que tinham um rancho no Iowa.
Após o terminar o segundo ano, voltou à Califórnia, matriculando-se no Santa Monica Junior College e depois na UCLA. Começou a interessar-se pelo trabalho de actor, favorecido pela boa aparência. Começou a actuar no grupo de estudos de James Withmore, nessa época a fazer vários anuncios para televisão. A sua estréia em filmes foi como um dos apóstolos de Cristo, num dos episódios da série religiosa de televisão ”Family Theatre”. Teve que trabalhar como condutor de autocarros enquanto fazia trabalhos esporádicos de interpretação em Nova York, mas acabou por conseguir o seu primeiro trabalho na Broadway, na peça ”The Jaguar”.
Depressa começou a fazer pequenas cenas em filmes de Hollywood (sem créditos). O seu primeiro trabalho mais significante foi no filme da Universal Studios ”Sinfonia Prateada”, em 1952.
Voltou para Nova York, onde começou a frequentar aulas no Actors’ Studio. E para pagar as suas contas ia participando no programa de televisão ”Beat the Clock”. Mas quando começou a trabalhar na peça ”The Immoralist”, na Broadway, teve que ceder o seu lugar no programa para outro aspirante a actor, Warren Oates.
Ao Criar sensação como um gigolô em ”The Immoralist”, chamou a atenção do realizador Elia Kazan, que já tinha trabalhado com Marlon Brando em ”Um Eléctrico Chamado Pecado” e ”Viva Zapata”. Ao sentir um embrionário de Brando em Dean, escolheu-o para o papel de Cal Trask na adaptação do livro ”A Leste do Paraíso”,de John Steinbeck. Dean fez muito sucesso no papel do filho mais novo que luta pelo amor do pai, que prefere o mais velho em tudo. Mas marcou mesmo a sua imagem de rebelde sem causa no filme seguinte, ”Fúria de Viver”, de 1955, no seu papel mais conhecido.
Enquanto ”Fúria de Viver” estava em produção, “A Leste do Paraíso” esgotava as salas, tornando Dean um fenómeno, sobretudo para as jovens. Acreditando que tinha uma mina de ouro nas mãos, a Warner Bros. tratou de trabalhar bastante a imagem de Dean e do filme. O estúdio resolveu, então, criar um filme que elevasse ainda mais o actor. Desta vez, seria um filme a cores e em Cinemascope. Dean assinou um contrato de sete anos com a Warner, e foi escolhido para ”O Gigante”, ao lado de Rock Hudson e Elizabeth Taylor. A despeito da presença do casal, Dean foi quem mais brilhou, roubando a cena - sobretudo na sequência da sua bebedeira coreografada.
Longe das câmeras, o actor tinha verdadeira fascinação por carros velozes. Assim que terminou o filme ”O Gigante”, Dean entrou no seu Porsche e foi a Salinas, para um evento de corridas automobilísticas. Ao andar sempre de prego ao fundo, como gostava de conduzir, acabou por sofrer grave acidente perto de Paso Robles, Califórnia, onde morreu instantaneamente, tinha então 24 anos de idade, e foi no dia 30 de Setembro de 1955.
A comoção pela sua morte foi impressionante, por parte de fãs de todo o país. Não era para menos: James Dean era um mito vivo, o mais perfeito fruto do trabalho de marketing da época. Todas as jovens sonhavam em estar com ele, e todos os rapazes queriam ser ele - tanto que se vestiam como o ídolo. Era o ‘’star-system” na sua mais completa definição. A comunidade cinematográfica não vivia tamanho luto desde a morte de Rudolf Valentino, em 1926.
Talvez Dean não fosse tão idolotrado até hoje caso não tivesse morrido no auge da fama, caso também visto na história de artistas como John Lennon ou Marilyn Monroe - claro, houve a excepção a Elvis Presley, que morreu quando a sua carreira já decaía. O facto é que o jovem actor é um dos mais conhecidos ícones da história de Hollywood, a despeito da curta carreira.

Nomeações

Actor
A Leste do Paraíso (55)
O Gigante (56)

Outros Prémios

- Ganhou o Globo de Ouro na categoria de Melhor Actor - Drama, por “A Leste do Paraíso” (1955).

- Recebeu 2 nomeações aos BAFTA nas categorias de Melhor Actor Estrangeiro, por “Fúria de Viver” (1955) e “A Leste do Paraíso” (1955).

Filmografia

Actor
Baionetas Caladas (51)
O Marujo Vai na Onda (52)
Sinfonia Prateada (52)
Atalhos do Destino (53)
A Leste do Paraíso (55)
Fúria de Viver (55)
O Gigante (56)

Curiosidades

- Actuou apenas como figurante em “O Marujo Vai na Onda”, “Fixed Bayonets”, “Sinfonia Prateada” e “Atalhos do Destino”.

- É um dos cinco actores que recebeu uma nomeação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas na categoria de Melhor Actor numa das suas cinco primeiras aparições no cinema.

- A sua nomeação por “A Leste do Paraíso” foi a 1ª nomeação póstuma de um actor na história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A sua nomeação por “O Gigante” foi a 2ª.

- É o único actor a ter recebido mais de uma nomeação póstuma aos Óscares na história da Academia.

- Ficou em 33º lugar na lista das 100 maiores estrelas do cinema de todos os tempos, realizada pela revista britânica Empire.

- Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em 1719 Vine Street.

Sem Comentários

Deixe uma resposta